FPF tenta retomar disputa da competição estadual

Os dirigentes do futebol paulista estão tentando de todas as formas forçar a retomada do Campeonato Paulista nos próximos dias. 

A Federação anunciou a criação de uma “bolha” para fazer com que a competição, que foi paralisado há duas semanas após medidas do governo estadual, seja totalmente retomado. Em um comunicado, a entidade decidiu também, em acordo com os 16 clubes participantes do torneio, endurecer outras medidas do atual protocolo, como a realização de um maior número de testes RT-PCR. O novo documento é uma tentativa de convencer o Ministério Público do Estado a liberar a volta do campeonato, porém de acordo com as últimas informações o MP deve manter a competição suspensa.

A utilização de “bolhas” para o isolamento de atletas já foi vista nos EUA com a realização das fases finais da NBA, ainda em 2020. O modelo foi considerado um sucesso pelos especialistas. O item “Manter os atletas em ‘Ambiente Controlado’ (‘Bolha like’), entendido como local onde os riscos são monitorados e minimizados” é o primeiro de 12 listados pela entidade. 

As equipes ficam isoladas em centros de treinamento ou hotéis, com deslocamentos apenas para os estádios. Entre as outras medidas, está a obrigatoriedade de o médico do clube mandante “informar ao Comitê Médico da FPF sobre a existência de vagas hospitalares e disponibilidade de leitos de UTI em hospital para eventual caso de emergência médica durante a partida.” Há ainda um item que diz que “todos que tiverem que entrar na concentração deverão ser testados nas 24 horas antecedentes”, além dos já tradicionais exames antes e depois de partidas – com um intervalo de, no máximo, três dias entre os testes. 

Dados – Foi divulgado na última semana um estudo conduzido na Universidade de São Paulo (USP) que revela a incidência de infecção pelo novo coronavírus entre os atletas da Federação Paulista de Futebol durante a temporada de 2020 foi de 11,7% – um índice equivalente ao de profissionais de saúde que atuam na linha de frente do combate à pandemia.

Para chegar a esse número, os autores analisaram retrospectivamente quase 30 mil testes de RT-PCR aplicados em 4.269 atletas ao longo de oito torneios, sendo seis masculinos (Taça Paulista, Sub-23, Sub-20 e as três divisões do Campeonato Paulista) e dois femininos (Campeonato Paulista e Sub-17). Ao todo, 501 exames confirmaram a presença do SARS-CoV-2. Também foram analisados 2.231 testes feitos em integrantes das equipes de apoio (profissionais da saúde, comissão técnica, dirigentes, roupeiros etc.) e 161 deram positivo, ou seja, 7%.

FPF tenta retomar a competição a partir do convencimento do Ministério Público

Divulgação 

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